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segunda-feira, 6 de junho de 2011

As galáxias conhecidas

As galáxias conhecidas

ESTRELAS
As estrelas são esferas de gás, principalmente hidrogênio e hélio, que se encontram a uma temperatura muito alta. O gás é o combustível, que fornece a energia do astro. Mas ele não queima como num fogão; existe no núcleo da estrela o que se chama de fusão nuclear, ou seja, átomos do gás se fundem, formando outro e liberando energia térmica, luminosa, e mais outras radiações. De acordo com a temperatura classificam-se as estrelas em padrões chamados espectrais, ou seja, analisa-se a luz que cada estrela emite e avalia-se sua temperatura e sua composição química. Os padrões estão na tabela abaixo, onde são relacionadas às cores com as temperaturas da superfície das estrelas. É então atribuído um código alfanumérico para cada relação.
 
 
 

Classe Espectral O B A F G K M
Temperatura Mais De  25000 K 11000 A  25000 K 7500 A 11000 K 6000 A  7500 K 5000 A  6000 K 3500 A  5000 K Menos de  3500 K
Cor Azul Branca Azul Branca Amarelada Amarela Laranja Vermelha

 
A cor das estrelas varia de acordo com a idade. Uma estrela gigante vermelha é mais velha do que uma estrela como o nosso Sol, amarelo, que por sua vez é mais velha que uma estrela branca como Sírius, a mais brilhante do céu noturno. Isso ocorre porque uma estrela jovem produz muito mais energia que uma velha. É como em um fogão: quando o gás está acabando, a chama fica amarela, e quando troca-se o botijão a chama volta a ficar azul. Podemos concluir que no Universo existem estrelas jovens e velhas, e conseguimos notá-las devido à cor da luz por elas emitida.

Assim como planetas giram em torno do Sol, existem outros sistemas com mais de uma estrela. São os sistemas binários, onde duas estrelas giram uma ao redor da outra; os ternários, onde há três estrelas, e assim por diante. Estes sistemas são chamados estrelas múltiplas. Dentro de um sistema de mais de uma estrela pode haver planetas. É engraçado imaginar um habitante de um planeta desses vendo mais de um sol no céu durante o dia, ou simplesmente não vendo a noite. Quando existem muitos elementos num sistema estelar, o grupo é chamado aglomerado de estrelas.
 
 



AGLOMERADOS Sistemas de muitas estrelas, reunidas no espaço, são chamados aglomerados de estrelas. Existem dois tipos fundamentais, são eles: os aglomerados abertos ou galácticos e os aglomerados fechados ou globulares.
Os aglomerados abertos caracterizam-se por possuírem um número reduzido de estrelas, da ordem de cem, e por estas estrelas poderem ser diferenciadas umas das outras, ou seja, podemos contá-las num sistema, apenas observando-o. Estas estrelas geralmente são jovens, e por conseqüências muitos quentes. O nome galáctico decorre do fato de ele estar no plano da nossa Galáxia. Raramente consegue-se observar uma nebulosidade ao redor das estrelas constituintes do grupo. Exemplos de aglomerados abertos não faltam: a "Caixinha de Jóias" é um típico, possui estrelas coloridas de fácil identificação e está situado na constelação do Cruzeiro do Sul; as "Plêiades" é um aglomerado aberto que pode ser visto sem instrumentos, ficando localizado na constelação do Touro.

Já os globulares possuem mais de 100 000 estrelas, as quais estão agrupadas em uma forma de esfera, cuja densidade de estrelas é enorme, chegando a dezenas de estrelas por ano-luz cúbico. A conseqüência dessa alta densidade é impossibilidade de contarmos as estrelas do grupo, já que a luminosidade de cada uma se confunde, e quando observado, o aglomerado fica parecido com uma nuvem difusa. É como um enxame de estrelas, num formato de globo, ou glóbulo; por isso o nome globular. As estrelas existentes nesse tipo de grupo são velhas e por isso fria e vermelha. Os aglomerados globulares são objetos que datam do início da formação do que conhecemos hoje como Universo. O maior aglomerado globular conhecido é chamado "Ômega Centauro", que recebe este nome por ser observado a olho nu como a estrela mais fraca da constelação do Centauro. Este aglomerado gigante possui cerca de 1 milhão de estrelas. Outros exemplos de globulares são o "47 Tucanae", na constelação do Tucano, o "M22" em Sagitário, dentre outros. Os aglomerados globulares, ao contrário dos abertos, estão localizados, na maioria, fora do disco da Galáxia. Aqueles observados no disco estão apenas transitando por ele.
 
 



NEBULOSAS
O que existe entre as estrelas, ou entre um aglomerado e outro? Esta porção do espaço é conhecida como meio interestelar, o qual é constituído de regiões de vazio (ou quase) e por regiões mais densas, formadas por gases, chamadas nebulosas. Existem vários tipos de nebulosas, classificadas através da luz por elas emitida, que é decomposta num espectro, parecido com um arco íris, e analisada. Deste modo, de acordo com os resultados, são chamadas de nebulosas: de emissão ou difusas, de reflexão, de absorção ou escuras e planetárias, havendo ainda, os chamados restos de supernovas.
 
 

NEBULOSAS DE EMISSÃO OU DIFUSAS: este tipo de nuvem é constituído de gás, o qual emite luz devido à energia fornecida por um corpo celeste próximo, tal como uma estrela. O qual pode aquecê-lo a cerca de 10000 ° C. São geralmente muito extensas e delas as estrelas "nascem", ou seja, se formam geralmente em grupos (aglomerados abertos). O gás predominante é o hidrogênio, mas existem átomos de hélio, oxigênio, nitrogênio e neônio. Como exemplos citamos a Grande Nebulosa de Órion, as nebulosa da Lagoa e a de Trífida, em Sagitário.

NEBULOSAS DE REFLEXÃO: um exemplo deste tipo é a nebulosidade que envolve as estrelas jovens do aglomerado aberto das Plêiades em Touro, cujas estrelas iluminam o gás que simplesmente reflete a luz. Devido a essa reflexão é que enxergamos a nebulosa. A parte azul da nebulosa de Trífida é uma nebulosa de reflexão.

NEBULOSAS DE ABSORÇÃO OU ESCURAS: este tipo de nebulosa é caracterizada por absorver a luz de estrelas que se localizam atrás delas, em relação ao observador na Terra, o qual vê uma "mancha" negra no local, ou um vazio em determinada área do céu. Exemplos: a nebulosa da "Cabeça de Cavalo", em Órion e a região chamada nebulosa do "Saco de Carvão", no Cruzeiro do Sul.

NEBULOSAS PLANETÁRIAS: quando uma estrela do tamanho do nosso Sol "morre", ela produz uma formação gasosa, que recebe o nome de nebulosa planetária, denominação essa usada pelo famoso astrônomo alemão William Herschel, pela razão de a nebulosa se parecer com um planeta distante, quando observada no telescópio. Quando a estrela morre, ela ejeta parte de sua massa gasosa que se amolda à forma esférica da estrela que a produziu. Alguns exemplos são a nebulosa do Anel, em Lira; a nebulosa de Áquila; a de Hélix, em Aquário; a do Olho de Gato, em Dragão e a nebulosa da Bolha de Sabão, em Vulpécula.
RESTOS DE SUPERNOVAS: como o próprio nome sugere, este tipo de nuvem é gerado pela explosão de uma estrela, fenômeno esse chamado de supernova. Quando isso ocorre, os gases existentes na estrela são expulsos violentamente, para todas as direções, de forma irregular, tal como uma bomba aqui na Terra. O resultado é uma nuvem esparsa, amorfa e brilhante, devido à alta energia expelida na explosão. Três exemplos ilustram o modelo: a nebulosa do Caranguejo, em Touro, cuja explosão foi avistada pelos chineses em 1054, durante o dia; a nebulosa do "Véu de Noiva" em Cisne; e a nebulosa da Vela.



GALÁXIAS
 Todos os objetos até agora vistos se encontram dentro de uma estrutura chamada de Galáxia, com "G" maiúsculo, representando o conjunto que nós estamos. Portanto uma galáxia é um conjunto de estrelas, planetas, aglomerados, nebulosas, poeira e gases, que estão confinados num pedaço do espaço sideral. São como ilhas no Oceano. A nossa Galáxia é por vezes chamada de Via Láctea, e estima-se que ela tenha cerca de 100 000 anos luz de diâmetro, 16000 anos luz de espessura e 100 bilhões de estrelas.

Existem milhões de galáxias no Universo, de todos os tamanhos, de todas as formas, perto e distante de nós. Galáxias, de acordo com o formato são classificadas em espirais, barradas, elípticas e irregulares. A nossa Galáxia, acredita-se, é uma espiral, ou seja, é parecida com um redemoinho, ou um ralo de pia ao escorrer água. Um exemplo de espiral é a galáxia de Andrômeda, que possui 400 bilhões de estrelas e 200 000 anos luz de diâmetro; esta é a galáxia de grande porte mais próxima da nossa, e está a 2,2 milhões de anos luz de distância. Outro exemplo de galáxia espiral é o "Sombrero", em Virgem, que é vista de perfil da Terra. Outro tipo é a barrada, que é uma espiral cujo núcleo emite barras de estrelas, e daí os braços. São exemplos: NGC 1365; NGC 1300, M81, NGC 1530, etc. As elípticas são as maiores e mais velhas do universo. A galáxia M87 é a maior galáxia conhecida, com 1 trilhão de estrelas, é do tipo elíptica, mas é quase totalmente esférica. As elípticas vão do formato esférico até as achatadas, chamadas lenticulares. Já as do tipo irregulares não têm forma definida, como o próprio nome sugere. São exemplos: a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, galáxias satélites à nossa; NGC 55, na constelação do Escultor; a M82 em Ursa Maior; etc.

É importante ressaltar que todas as outras galáxias existentes no Universo se encontram fora da nossa própria Galáxia, a Via Láctea.
 
 



GRUPOS de GALÁXIAS
No Cosmos, as maiorias dos objetos tendem a se agruparem. Seja em sistemas planetários (grupos de planetas luas e estrelas), seja em sistemas estelares (binárias, triplas, etc.), em aglomerados de estrelas (abertos ou globulares), ou seja, em galáxias, enormes aglomerados os quais englobam todos os tipos de objetos. Nesse sentido, nada mais natural que as galáxias se agrupassem. Pois isso acontece. As galáxias formam grupos, que possuem vários tamanhos e variam em quantidade de elementos.

GRUPO
Um grupo é um conjunto de galáxias, onde pelo menos 12 (doze) delas são mais luminosas que a magnitude absoluta -16, e que estão contidas num volume mínimo de 1 (um) Mpsc (mega-parsec) de raio. Essa concentração de estrelas representa cerca de 10 vezes a densidade de fora do grupo.
O GRUPO LOCAL DE GALÁXIAS
 
 

A nossa Galáxia, a Via Láctea, também pertence a um grupo, chamado apropriadamente de Grupo Local. Ele é uma região que abrange as galáxias existentes dentro de um raio de 1,3 Mpsc, a partir da nossa Galáxia.
Numa listagem, conferimos os constituintes do Grupo. Existem duas galáxias espirais gigantes, Andrômeda (M31) e a Via Láctea; duas de tamanho médio, a galáxia do Triângulo (M33) e a Grande Nuvem de Magalhães; uma pequena elíptica, M32 (satélite de Andrômeda); cerca de meia dúzia de pequenas galáxias irregulares; uma dúzia de galáxias anãs e vários objetos do tamanho de aglomerados globulares. Todos perfazem um total de cerca de 30 objetos, observados.
Não há uma concentração central no nosso Grupo, existem sim dois subgrupos, centrados na nossa Galáxia e em Andrômeda. Estas duas por si só concentram 70% da massa total do Grupo, a qual equivale a cerca de 650 bilhões de massas solares. Dada essa distribuição de massas, o centro do nosso Grupo encontra-se quase à metade da distância entre a nossa Galáxia e a galáxia de Andrômeda (cerca de 2,2 milhões de anos-luz), e a Via Láctea se afasta dele com uma velocidade de cerca de 137 km/s.
A partir desses dados, é calculada uma massa, chamada massa dinâmica, que possui uma magnitude 4 (quatro) vezes maior que a observada. Isso nos leva a concluir que existe mais massa que a observada, mas onde ela estaria? Parte pode ser encontrada em galáxias invisíveis da Terra, devido, basicamente, a dois motivos:
  • Galáxias podem estar atrás da nossa, ou seja, o plano galáctico impede a detecção de possíveis objetos que estejam naquela posição;
  • Galáxias anãs não são facilmente detectadas quando se encontram além da distância que nos separa de Andrômeda.
Desse modo, estima-se que o número total de objetos contidos no nosso Grupo Local chegue à cifra de 100 (cem). Além do nosso Grupo, existem vários outros aglomerados de galáxias espalhados pelo Cosmo, e na nossa vizinhança encontramos os dois mais próximos, que são o grupo do Escultor a 2,4 Mpsc de distância e o grupo da Ursa Maior-Camaleão a 3,0 Mpsc distante.
ALÉM DOS GRUPOS
http://www.cdcc.usp.br/cda/aprendendo-basico/alem-do-sistema-solar/alem-do-sistema-solar.htm

BIBLIOGRAFIA